Lutas sociais em um mundo de selfies

Publicado em 04/06/2020
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Publicado em 04/06/2020
Nesta sexta-feira, dia 28, a população organizada em diversas categorias realizou diversas ações por todo o Rio de Janeiro, mostrando sua indignação e levantando tanto as bandeiras da Greve Geral, contra os ataques na CLT e aposentadoria presentes na Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, quanto as específicas das categorias. Uma bandeira pela Liberdade do Rafael Braga ganhou grande destaque entre diversos blocos.
Apenas no período de pandemia estima-se que a PMERJ já matou mais de 20 pessoas em operações nas favelas do Rio de Janeiro. Entre elas João Pedro, de 14 anos, que causou maior comoção por estar dentro de casa e ter sido atingido pelas costas.
Houveram medidas de segurança devido à pandemia da Covid-19. Os manifestantes respeitaram o distanciamento recomendado pelos órgãos de saúde.
O evento começou com uma batalha do conhecimento, na qual MC's improvisaram sobre diversos temas, como o aumento das passagens, Rafael Braga, genocídio, machismo, homofobia, antifascismo, entre outros. Durante a roda cultural, diversas pessoas que transitavam pela Central do Brasil aproximaram-se do local e interagiram com a atividade.
Ao final da roda, foi lembrada a operação realizada pela Polícia Civil com apoio das Forças Armadas no mesmo dia, 20, no complexo da Maré, na qual um menino de 14 anos foi assassinado pelas forças policiais.
A PEC 241/55 pretende congelar os investimentos nos serviços essenciais para a população por 20 anos e com isso, redirecionar tais recursos para grandes empresárias/os do sistema financeiro. Como reação a tais medidas de austeridade, estudantes e trabalhadoras/es em geral se organizam e as ocupações se espalham pelas universidades e escolas. No entanto, grupos conservadores se organizam para tentar impedir as ocupações e garantir o desenvolvimento do neoliberalismo no Brasil.
ART. 1° - A Associação de Trabalhadores de Base (ATB), é uma organização sindical autônoma, de classe, no território do Brasil para todos trabalhadoras, trabalhadores e trabalhadoraes de todos os gêneros, todas sexualidades, nacionalidades, etnias e raças que lutam pela emancipação social, pela igualdade econômica e pela liberdade coletiva com suas próprias forças abolindo as formas de exploração e opressão da humanidade sobre a humanidade.
A Polícia Militar chegou a atacar o grupo 3 vezes, e alguns bolsonaristas provocaram tumultos furando o bloqueio policial e investindo contra os antifascistas, que revidaram. Nas 3 ocasiões o conflito começou por provocações bolsonaristas e a Polícia Militar agiu com brutalidade apenas contra os antifascistas, atuando como verdadeiros seguranças particulares da manifestação pró-governo. Um ativista foi detido e outro passou mal devido ao gás lançado pela Polícia Militar.
A auto-organização comunitária é algo que sempre existiu, e aqui desde os povos nativos, dos quilombos ao movimento operário, assembleias populares, cooperativas, associações e chegando aos coletivos. Quando o povo se organiza, se apóia, constrói autonomia e transforma a própria realidade percebemos nosso poder.
#VidasNegrasImportam
#BlackLivesMatter
#VidasNasFavelasImportam
A operação começou com fiscalizações nas estradas, com blitz na Ponte Rio-Niterói, na Avenida Brasil e em diversas outras vias de grande circulação da região. Após alguns dias, começaram operações extensivas dentro de comunidades. Na semana passada, diversas favelas foram invadidas pelo exército, entre elas o Jacarezinho, cujas operações intensas duram dias. Em Niterói, houve ação em pelo menos 7 localidades, e diversos/as moradores/as denunciaram pelas redes sociais as trocas de tiros e o perigo ao qual foram expostos/as.
Também vi um povo de partido sempre criticar diversos trabalhos comunitários e trabalhos de base que existem e resistem há tempos, quase chamando de um mero “assistencialismo”.
É lógico que essa ideia não é generalizada e corresponde a uma galera extremamente viciada nas instituições, que ainda crê que vivemos numa democracia, achando que “lutar por dentro” do Estado, cultivando a fantasia de “ocupar o Estado” terá efeitos transformadores dentro do sistema capitalista.